O trabalho que liberta! Literalmente...

Finalmente cadeia deixará de ser templo do ócio. Os presos vão trabalhar atrás das grades! É o que afirmou o governador de São Paulo, João Dória, do PSDB
Para quem cumpre pena no regime semi-aberto isso já é realidade faz tempo! E ninguém trabalha com bolas de aço amarradas na perna.
Durante minha carreira como jornalista fiz várias reportagens com reeducandas da penitenciária feminina de Tremembé – SP. A última em julho do ano passado. As mãos, que antes pegavam em armas, seguravam pincéis e pintavam um futuro diferente dando um novo visual às escolas Estaduais.
Ao mesmo tempo em mudava a cara ao colégio Doutor Quirino, em Taubaté, Flávia Schmidt também mudava de vida. Condenada a seis anos de prisão por tráfio, ela viu no trabalho uma chance para recomeçar.
125 detentos homens e mulheres participaram do projeto em 2018. Eles tiveram 100 horas de aulas teóricas e práticas. A maior parte do aprendizado do lado de fora das cadeias. Segundo o diretora do centro de trabalho da penitenciária, Daiane Roberta Fernandes de Souza, foram 75 horas prestando serviços à sociedade.
Na região do Vale do Paraíba paulista, projeto já beneficiou escolas de Taubaté, Tremembé, Potim e São José dos campos dos Campos. E além de tornarem-se úteis à sociedade, os presos também ficam mais perto da liberdade. A cada três dias trabalhados, a Pena é reduzida em um dia"
Para Elizabeth Mota Santos Mello, diretora da escola, mais importante que a nova pintura é a oportunidade de ressocialização
Condenadas por tráfico, Josiane Pereira Ramos e Márcia Fernandes Silva descobriram no curso uma nova meta de vida. E prometeram sair do presídio de cabeça erguida, olhando para frente. Afinal, Todos merecem uma segunda chance.



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