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O que existe de bom depois da demissão.

Foto do escritor: Márcio Correia
Márcio Correia
30 de nov. de 2018
3 min de leitura

Há quase quatro meses eu vivo a realidade do desemprego. Uma situação totalmente nova para mim, que trabalhei por 24 anos na mesma empresa de comunicação. Mas a demissão, acredite, não é recheada apenas de coisas negativas.

"Afinal, o que há de bom por trás de um pé lá atrás? rs"
Eu voltei a curtir a minha casa, passei a dar mais valor à companhia de minha mãe que aos 75 anos, graças a Deus, esbanja saúde! Também pude aproveitar mais intensamente a presença da Brisa, a minha Pastor Alemão. E os feriados, então! Para jornalistas eles não existem! Foram décadas trabalhando enquanto a maioria estava de folga! Mas desta vez aconteceu diferente e pude sentir o gostinho de curtir o 7 de setembro, o 12 de outubro, o 2 de novembro e o super feriadão de 15 a 20 de novembro (Proclamação da República e Consciência Negra).

Aprendi muito desde o dia em que foi anunciado o meu desligamento. Redescobri os meus talentos, que estavam de certa forma adormecidos no comodismo do meu emprego. Percebi que todas as minhas habilidades podem ser melhor aproveitadas. Atualmente estou fazendo revisão de textos para uma psicóloga de Jundiaí SP, que pretende lançar um livro em 2019. Enquanto isso, e graças à tecnologia, hoje posso fazer cursos online de atualização e reciclagem profissional. E tempo para me reciclar é o que não falta! rs. Estou assistindo aulas sobre Empreendedorismo no Jornalismo, minha área de atuação. 


Desde a época de faculdade eu sempre estive envolvido em comunicação. Comecei como estagiário ainda no primeiro ano do curso de Jornalismo numa rádio AM pequenina em Campos do Jordão SP, onde nasci. No ano seguinte virei locutor, apresentador e animador da rádio FM na mesma cidade. Um baita desafio para quem nunca havia falado ao microfone. Pode parecer paradoxal, mas ainda moleque, quando participava de um grupo de jovens da igreja matriz de Santa Teresinha, eu tinha pavor de falar em público. Hoje sou profissional na arte de comunicar.

"A demissão serviu de impulso para me reinventar.
Fiz até figuração no aeroporto de São José dos Campos para uma série da Netflix!"

Existe muita diferença entre passar uma mensagem olhando na lente de uma câmera e estar diante de uma plateia. Graças ao desemprego eu venci esse medo que carregava desde a adolescência. Mediei dois debates com candidatos à Câmara Federal e à Assembléia Legislativa de São Paulo a convite do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. E olha, realmente foi uma experiência muito gratificante pelos feedbacks que recebi. E rendeu um dinheirinho ainda!


Por isso, pretendo aproveitar a minha voz e imagem também para trabalhos de locução, apresentação, mediação e mestre de cerimônias de eventos em geral. Se você que lê este artigo souber de alguém que precise de pessoas com o meu perfil, pode me indicar heim! Depois combinamos a comissão!! hehehe


Fica aqui a minha mensagem a quem, como eu, vive essa situação nada confortável de estar fora do mercado de trabalho. O importante é não ficar parado. Crie uma rotina, acorde cedo, faça uma atividade física, tome café, almoce e jante com sua família, algo que nos dias atuais está cada vez mais raro. Busque cursos de qualificação. Existem vários gratuitos na internet e alguns bem baratinhos também. Além daquele que citei mais acima no texto, estou fazendo um curso de Marketing Digital por 39 reais!

"Outra dica é não ficar isolado dentro de casa. Socialize-se!"

Conheça novas pessoas e crie vínculos de amizade. Faça networking. O LinkedIn é uma excelente ferramenta de aproximação. Eu descobri a plataforma no dia seguinte à minha demissão e desde então tenho me conectado com pessoas de conteúdo. Rodrigo Garçone, Adriano Lima, André Santos, João Marcelo Furlan, entre outros profissionais donos de postagens valiosas que agregam na minha vida pessoal e também profissional. Mas o ideal é buscar sair do virtual e tentar encontros reais, que espero aconteçam logo!

"Vale a pena tentar marcar alguns cafés, mesmo que você sofra de gastrite! rs"
É preciso ter fé, ser confiante, colocar o cérebro para funcionar e apoiar-se na família, nosso maior patrimônio. E pode ter certeza de que essa crise não vai durar a vida inteira! Saúde e sucesso a todos!
 
 
 

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